Serviço de Verificação de Óbitos será ampliado para hospitais

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O Serviço de Verificação de Óbito (SVO), que antes era realizado somente na sede do Instituto Médico Legal (IML) e no Hospital de Ceilândia, será realizado em mais cinco unidades de saúde da rede pública. O SVO é o serviço que examina cadáveres de mortes naturais. Apesar da ampliação, a remoção dos corpos de pessoas que morrem de forma não violenta, nas ruas ou em casa, continua a cargo da Polícia Civil.

Agora, o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e Hospital Regional de Sobradinho (HRS) deverão fornecer o atendimento.

Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica, Maria Beatriz Ruy, a mudança tem como objetivo descentralizar o serviço. “As pessoas que vão a óbito em via pública ou domicílio, que não morrem por causas externas, são de responsabilidade do Serviço de Verificação de Óbito. Ampliar na rede pública de saúde é proporcionar conforto para as famílias que se deslocavam para um local centralizado”, aponta.

Com a ampliação dos serviços, a demanda dos servidores também foi alterada. “Os que estavam no IML foram remanejados para o Hospital de Ceilândia, porque lá será a referência. O HRC vai ser responsável por doenças compulsórias, como febre amarela, dengue. Para os outros hospitais, houve chamada de concurso recente”, garante Maria Beatriz.

Desafogar o IML

Para o presidente da Associação dos Técnicos em Necrópsia do Instituto Médico Legal (Asten), José Romildo Soares, a ampliação trará melhorias. “É um passo para a liberação do trabalho do IML. Agora, se a Secretaria de Saúde vai dar conta ou não da demanda é um problema deles”, ironiza. “O IML não tem capacidade física, de pessoal e de estrutura, para suportar a demanda do instituto e da Secretaria de Saúde”, completa.

Para o presidente da Asten, o deslocamento para fazer a remoção dos corpos pode atrapalhar os serviços do IML. “A noite tem que deixar os cadáveres no Hospital de Ceilândia. Por exemplo, se pegar um corpo em Brazlândia e levar até o HRC, temos todo esse deslocamento. E se nesse intervalo o rabecão tem que fazer uma remoção por morte violenta?”, questiona. “A logística não está legal. Num futuro próximo a Secretaria de Saúde vai ter que assumir essa responsabilidade também”, conclui.