Veja apostas da semana de 21 a 25 de maio na Câmara Legislativa do DF

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Câmara Legislativa do DF (Foto: Álvaro Costa/TV Globo)

Na pauta, distritais devem retomar assuntos deixados pela metade.

Esta semana na Câmara Legislativa do Distrito Federal promete retomar assuntos que foram deixados pela metade nos últimos dias. Temas como o veto ao projeto de eleição para administrador regional podem retornar à pauta. Também há expectativa de o Plenário voltar a discutir propostas encampadas pelos próprios deputados – ou seja, que não partam do interesse do governo.

Atualmente, a Câmara tem 25 projetos que foram aprovados pelos parlamentares em primeiro turno e que aguardam votação em segundo turno. Entre eles, há o que obriga maternidades a instalar uma pulseira eletrônica com sinal sonoro em recém-nascidos para evitar sequestros. Também tem o que torna a capoeira patrimônio cultural imaterial do DF.

Se houver quórum suficiente (são necessários pelo menos 13 deputados para que se dê início às votações), então a pauta pode voltar a andar. Por enquanto, ao longo das 53 sessões (contando com ordinárias e extraordinárias), os distritais aprovaram 17 projetos do Executivo e apenas duas propostas “nativas”.

Na base da insistência

Na semana passada, o deputado Chico Vigilante (PT), autor dos assuntos que mais têm causado polêmica na Câmara, já tinha dado o recado de que vai insistir neles. É o caso do projeto que equipara a carreira de gestão fazendária à de auditor fiscal. Uma “disputa” entre categorias que fez o próprio secretário de Fazenda (auditor de carreira) ir à Câmara para evitar a aprovação.

O deputado Chico Vigilante (PT) durante entrevista em frente à Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta terça-feira (23) (Foto: Beatriz Pataro/G1)
O deputado Chico Vigilante (PT) durante entrevista em frente à Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta terça-feira (23) (Foto: Beatriz Pataro/G1)

 

Chico Vigilante também se articula para derrubar o veto do governador ao projeto dele que cria eleição indireta para administrador regional. Por falta de consenso, o tema foi adiado diversas vezes – em todas, os deputados que apoiam o governo esvaziaram o Plenário para acabar com o quórum.

Ainda assim, o distrital petista tenta conseguir os números necessários “correndo por fora”, mesmo que outros deputados já consideram que o assunto não tem mais chance de passar este ano, assim como a Lei do Silêncio.

Ceof

Nas comissões, os olhos se voltam para a Comissão de Economia Orçamento e Finanças (Ceof), que começará a se debruçar sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o esboço do orçamento do ano que vem.

O deputado distrital Agaciel Maia (PR) (Foto: CLDF/Divulgação)

O deputado distrital Agaciel Maia (PR) (Foto: CLDF/Divulgação)

O presidente, Agaciel Maia (PR), vai dividir os trabalhos: os quatro outros distritais que compõem a Ceof vão cada um vai cuidar de um parte do orçamento e preparar uma parte do relatório.

Como em um trabalho em grupo, essas partes serão juntadas pelo presidente da Ceof, que então entregará um relatório final a ser apreciado em Plenário. Os deputados têm até fim de junho para votar a LDO. Só depois poderão entrar em recesso.

FONTE:  G1 DF.