Operação In Corruptionem

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PCDF e MPDFT deflagram Operação In Corruptionem

PCDF e MPDFT deflagram Operação In Corruptionem

Na manhã desta sexta-feira (5), a Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da Cecor— Coordenação Especial de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado, aos Crimes Contra a Administração Pública e aos Crimes Contra a Ordem Tributária), em ação conjunta com a 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde — Prosus do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios— MPDFT deflagraram a Operação In Corruptionem para cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão visando apurar crimes praticados pela servidora pública da Secretaria de Saúde do DF (R.L.), no exercício da função de enfermeira-chefe do Hospital Regional de Taguatinga, fatos ocorridos entre os anos 2017 e 2019.
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam em apartamentos diversos blocos de receituários, atestados médicos e de comparecimento com o timbre da SSE, possivelmente utilizados para a venda, além de carimbos médicos. “A suspeita é de que a enfermeira tenha cometido os crimes de corrupção passiva, falsificação ideológica e de documento público, além de associação ou organização criminosa, destaca o delegado Leonardo de Castro, chefe da Cecor.
As investigações— iniciadas antes mesmo da divulgação do caso pela imprensa—apontam que R. solicitava dinheiro de pacientes com a promessa de que anteciparia cirurgias que poderiam demorar meses para serem realizadas. Apurou-se que ela ameaçava suas vítimas para que não contassem sobre o esquema. “Nessa segunda etapa das apurações, iremos verificar se existem outras pessoas envolvidas no esquema criminoso”, completa Castro.
O promotor de justiça do MPDFT, Clayton Germano, durante a entrevista, enfatizou que as pessoas que cometem crimes no exercício de suas funções, em destaque, na área da saúde pública — onde grande parte da população é usuária—, devem ser punidas rigorosamente em conformidade com a Lei. “Precisamos usar os recursos já bastante escassos, da melhor maneira possível. É preciso resgatar a imagem do sistema único de saúde, de maneira a servir à população da melhor maneira possível. Sabemos que existem muitos profissionais da área da saúde honestos e comprometidos e isso deve ser valorizado.”
De acordo com o MPDFT, a Justiça do DF não determinou a prisão imediata da acusada, porém decretou as seguintes medidas cautelares diversas da prisão: a enfermeira deverá pagar uma fiança no valor de dez salários-mínimos; está proibida de frequentar o local de trabalho e outras unidades da Secretária da Saúde; e aproximar-se de vítimas ou testemunhas dos fato. “Caso descumpra tais medidas, ela poderá ser presa, finaliza o promotor.
As diligências realizadas no HRT e em residências, contaram com a participação de 20 policiais civis, entre delegados, agentes, um perito criminal e um médico-legista, promotores de justiça e servidores do MPDFT.
As autoridades responsáveis pelas investigações solicitam o comparecimento de eventuais vítimas dessas ações criminosas à Cecor/PCDF ou a Prosus/MPDFT para prestarem declarações.

Fonte:Divisão de Comunicação/DGPC
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PCDF, excelência na investigação.